A Schneider Electric afirma que tecnologias de automação e digitalização podem reduzir em até 30% o consumo de energia de uma indústria sem diminuir a produção. A estimativa foi apresentada por Rafael Segrera, presidente da companhia para a América do Sul, em entrevista realizada em Brasília.
Segrera declarou que a empresa busca consolidar-se como líder em inteligência energética, focando na eficiência do uso de energia. A companhia oferece soluções para indústrias, centros de dados e edifícios administrarem diferentes fontes e diminuírem desperdícios.
O executivo explicou que, embora a digitalização eleve a demanda global, o aumento do consumo não exige expansão equivalente da geração. Para isso, empresas e governos devem aumentar a eficiência energética e reduzir perdas, conceito que ele chama de “inteligência energética”.
Segundo Segrera, a transição energética avança mais devagar que o esperado. Ele apontou que o principal obstáculo não é tecnológico, mas sim a adoção das ferramentas, que depende de investimentos e de decisões mais rápidas de empresas e governos.
A Schneider Electric também mencionou que, no Brasil, há excesso de energia, o que representa uma oportunidade para novos investimentos. A empresa mantém parcerias com a CNI e a Fiesp para divulgar essas tecnologias.


