Cientistas identificaram uma galáxia jovem contendo três buracos negros supermassivos ativos. A descoberta, feita com o Telescópio Espacial James Webb, mostra dois dos objetos próximos, indicando um processo de fusão em andamento.
A pesquisa, detalhada em artigo publicado na quarta-feira, 13, na revista Astronomy & Astrophysics, revela evidências inéditas de um trio de buracos negros em uma galáxia distante. Segundo a autora principal, Hannah Ubler, do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, a maioria das galáxias massivas possui buracos negros em seus centros.
Os objetos estão situados a mais de 12,5 bilhões de anos-luz de distância, o que os coloca cerca de um bilhão de anos após o Big Bang. O registro de dois buracos negros antes de se combinarem oferece prova de que eles crescem ao consumir estrelas e gases, moldando galáxias desde o início do universo.
A capacidade de identificar o trio veio do Telescópio Espacial James Webb. O instrumento permitiu aos pesquisadores analisar linhas largas de hidrogênio movendo-se a milhares de quilômetros por segundo, algo que o Telescópio Espacial Hubble não conseguiria distinguir devido à baixa resolução.
Os cientistas mediram as distâncias e determinaram que dois buracos negros estão próximos o suficiente para que suas forças gravitacionais os puxem um ao outro. O menor dos buracos negros encontrados tem massa de 600 mil sóis, enquanto o maior atinge 80 milhões de sóis.


