Telescópios espaciais da NASA criaram uma imagem vibrante da Nebulosa da Tarantula, localizada na Grande Nuvem de Magalhães. A composição de dados de raios-X, infravermelho e óptico revela novos detalhes sobre a formação estelar na região 30 Doradus.
A imagem, que se assemelha a um colagem de celofane colorido, integra observações do Chandra X-ray Observatory, do James Webb Space Telescope e do Hubble Space Telescope. O dado de raios-X, apresentado em azul, mostra gás expelido por ventos de estrelas massivas, aquecido a milhões de graus. O infravermelho, em vermelho, mapeia estrelas jovens e poeira fria essencial para a formação de novos corpos celestes.
A análise dos dados, publicada em um artigo científico, apontou que a quantidade de gás emissor de raios-X era menor que o esperado. Isso levou os pesquisadores a investigar os mecanismos de dissipação de energia na nebulosa. O estudo concluiu que a perda de energia ocorre por três vias principais.
Segundo a equipe, a Nebulosa da Tarantula pode perder energia por vazamento de gás através das paredes das estruturas de poeira, por mistura entre gases quentes e frios, e por condução de calor. Essa combinação de fatores explica o complexo display revelado pela colaboração dos telescópios da NASA.

