A estiagem exige vigilância das famílias de crianças com asma e rinite, pois a combinação de ar seco, poeira e fumaça pode provocar crises respiratórias. O Ministério da Saúde informa que cerca de 20 milhões de brasileiros têm asma, uma das doenças crônicas mais atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A pneumologista pediátrica Nathalia Alfaix explica que crianças com comorbidades, como rinite alérgica e asma, apresentam maior risco de agravamento durante os meses de estiagem. O contato com poluentes, como a fumaça de queimadas, pode levar pacientes asmáticos a necessitar de internação hospitalar, segundo a médica.
A baixa umidade afeta a defesa natural do sistema respiratório. O nariz, responsável por umedecer e filtrar o ar antes que ele chegue aos pulmões, tem sua função comprometida. Com o tempo seco, a mucosa fica irritada, reduzindo a capacidade de proteção contra agentes externos.
Sinais como tosse persistente, tosse intensa que leva ao vômito ou respiração com cansaço indicam necessidade de atendimento imediato. A especialista orienta que, nesses casos, os responsáveis devem procurar a emergência.
Para amenizar os efeitos do clima, o uso de umidificador exige cuidados diários com a higienização. Além disso, a limpeza da casa deve ser feita aspirando ou com pano úmido, evitando a vassoura, que pode suspender partículas de poeira.

