Uma parcela de 32% dos brasileiros com 16 anos ou mais declarou já ter sofrido tentativas de golpes envolvendo dados pessoais na internet, segundo a 3ª edição da pesquisa “Privacidade e proteção de dados pessoais”, divulgada nesta segunda-feira (31). O estudo indica que 20% dos entrevistados foram efetivamente vítimas de fraudes.
O levantamento, realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostra que a vulnerabilidade atinge inclusive quem não utiliza a rede de forma ativa. O impacto mais relatado entre as vítimas foi o estresse psicológico e mal-estar, que atingiram 58% dos participantes. Outros 39% informaram que parentes sofreram tentativas de golpes, enquanto 32% afirmaram que um familiar foi vítima de fraude.
Os aplicativos de mensagens lideram as ferramentas de aproximação dos criminosos, com 84% das menções entre quem viveu tentativas ou fraudes. Chamadas telefônicas aparecem em 79% dos casos, seguidas por sites ou aplicativos falsos (71%), SMS (71%), e-mail (69%) e redes sociais (67%).
A pesquisa ouviu 2.500 usuários de internet com 16 anos ou mais em dezembro de 2025. As entrevistas foram on-line, via método Cawi, com calibração baseada em estimativas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e da pesquisa Tic Domicílios 2024. Os dados foram apresentados no 17º Seminário de Proteção à Privacidade e aos Dados Pessoais.
O Cetic.br é uma área do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O estudo ocorre sob o marco da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para fiscalizar infrações e punir descumprimentos da norma.
Cidadãos que identificarem violações de privacidade podem contatar a instituição responsável, formalizar petição no site da ANPD ou registrar boletim de ocorrência junto à polícia.

