Uma pesquisa desenvolvida na Argentina apresenta um hidrogel com propriedades regenerativas capaz de reparar tecido cardíaco danificado após um infarto. A tecnologia, liderada por uma bióloga, busca reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida de pacientes, embora ainda esteja em fase pré-clínica.
O infarto é uma causa relevante de morte por doenças cardiovasculares no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a condição foi responsável por cerca de 300 mil a 400 mil mortes no país em 2025. Em Goiás, dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás indicam que mais de 9 mil pessoas morreram por doenças cardiovasculares.
A startup Amnova Biotech desenvolveu o hidrogel, inspirado na membrana amniótica humana. O material atua preservando fibras cardíacas lesionadas e reduzindo a área afetada pelo infarto, o que pode diminuir o risco de insuficiência cardíaca. O cirurgião cardiovascular Edmo Atique Gabriel comentou que o estudo representa uma nova tendência da medicina regenerativa.
O cardiologista Ricardo Faria, professor da PUC Goiás, afirmou que a terapia é promissora, mas defendeu cautela. Ele ressaltou que a eficácia precisa ser comprovada em estudos clínicos, e que os testes em humanos estão previstos para 2028. Atualmente, os testes são realizados em ovelhas, etapa considerada fundamental para garantir a segurança.

