Um estudo publicado na revista Neurology sugere que a terapia hormonal com estrogênio pode proteger contra a doença de Alzheimer. A análise envolveu mais de cinco mil mulheres idosas que sofreram histerectomia, comparando aquelas que receberam o tratamento com outras.
Pesquisadores observaram que as mulheres que fizeram uso de terapia hormonal apenas com estrogênio na menopausa apresentaram 35% menos probabilidade de ter os sinais de Alzheimer, como as placas amiloides, no cérebro. Segundo Jennifer Bruno, instrutora de psiquiatria na Universidade de Stanford e coautora do estudo, os achados dão objetividade às medições de resultado.
Anteriormente, estudos sobre terapia hormonal e Alzheimer apresentaram resultados mistos. O ensaio da Women’s Health Initiative, lançado em dois mil e dois, levantou preocupações sobre a segurança do tratamento, pois indicou aumento de risco de câncer de mama e demência.
A nova pesquisa se diferenciou por usar apenas estrogênio, sem a combinação com progesterona, o que é seguro para mulheres que fizeram histerectomia. Hadi Hosseini, professor associado de psiquiatria na Universidade de Stanford e coautor, declarou que os dados pedem mais estudos sobre o papel do hormônio na doença neurodegenerativa.
Os resultados atuais podem embasar pesquisas futuras que acompanharão mulheres na perimenopausa e durante a menopausa, monitorando biomarcadores no sangue e na medula espinhal para entender melhor o efeito do estrogênio.


