Um estudo realizado em Stanford analisou dados de mais de 21 mil participantes e descobriu que mulheres que utilizaram terapia hormonal com apenas estrogênio tiveram menor probabilidade de desenvolver alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer ou demência.
Os pesquisadores compararam 258 mulheres que relataram o uso da terapia com apenas estrogênio a cerca de 2.701 que não usaram o tratamento. A análise focou em sinais da doença de Alzheimer, como placas amiloides e emaranhados neurofibrilares, em cérebros após a morte.
As mulheres que tomaram a terapia de estrogênio tiveram 35% menos chances de apresentar a patologia do Alzheimer e 39% menos chances de desenvolver demência ao longo da vida. Além disso, em participantes vivas, as usuárias do tratamento tiveram melhor desempenho em testes de memória e maior autonomia.
Segundo os pesquisadores, o estrogênio possui efeitos neuroprotetores, auxiliando no direcionamento do amiloide e promovendo a desfosforilação da proteína tau. Contudo, o estudo é observacional e apenas mostra uma associação, não provando que a terapia reduziu o risco.
Os autores ressaltaram que os resultados podem subestimar os benefícios se o tratamento fosse iniciado antes da menopausa, e indicaram a necessidade de ensaios clínicos prospectivos para confirmar as observações.


