A defesa de Flávio Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) gerou questionamentos sobre a condução do presidente Kassio Nunes Marques. Especialistas da corte apontam alinhamento de decisões do ministro com posições da equipe jurídica do senador.
Cinco ministros e técnicos do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) relataram ter identificado, em decisões recentes de Kassio, concordância com teses da equipe jurídica do senador. Um exemplo citado é a censura a uma pesquisa solicitada pela campanha de Flávio. Kassio também sinalizou concordar com advogados do senador sobre a legalidade de vídeos sintéticos do ex-presidente.
Sob pressão, aliados indicam que Kassio deve se opor a deepfakes, tanto para campanhas quanto para ataques a adversários. O ministro negou favorecer Flávio em conversas privadas, prometendo neutralidade a Lula. Ele afirmou que usar inteligência artificial para campanha é lícito, mas não pode ser usado para prejudicar alguém.
Críticos de Kassio apontam a censura à pesquisa Atlas/Bloomberg como sinal de convergência. O ministro argumenta que aplicaria a mesma decisão a favor de Lula caso o instituto apresentasse vídeo de sua prisão em dois mil e dezoito. Dois ministros alegam que as iniciativas criam suspeitas sobre pesquisas e deslegitimam o processo eleitoral.


