A Tesla se encontra no centro de uma forte divergência entre analistas de Wall Street. O consenso atual aponta para uma recomendação de manter a ação. A empresa registrou aumento em receita, mas o lucro operacional caiu significativamente no segundo trimestre.
A montadora, que figura como a mais valiosa do mundo, apresenta um modelo de negócios que transcende o setor automotivo. No segundo trimestre, a empresa vendeu 480.126 veículos, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. A receita total atingiu 28,236 bilhões de dólares, superando as estimativas em 7,10%. O diretor financeiro, Vaibhav Taneja, informou que a companhia encerrou o período com seu maior pedido em aberto desde 2023.
A área de serviços impulsionou o crescimento. A receita de Serviços e Outros aumentou 50%, e o armazenamento de energia chegou a 13,5 GWh. O foco da empresa mudou para monetização de tecnologias como Robotaxi, Optimus e FSD. Atingiu-se 1,48 milhão de assinaturas ativas de FSD, um crescimento de 56% em um ano.
Contudo, o resultado financeiro mostrou desafios. O lucro operacional diminuiu 56,88% no ano, atingindo 398 milhões de dólares. A margem operacional caiu para 1,4%, e o lucro por ação ficou 38,51% abaixo do previsto. O fluxo de caixa livre registrou um saldo negativo de 1,092 bilhão de dólares.
Analistas defendem teses opostas. Os otimistas baseiam-se no volume e na tecnologia de IA, com um preço-alvo consensual de 395,34 dólares. Já os pessimistas apontam para a estrutura de margens deteriorada e o alto custo de capital. A decisão de compra ou venda depende da confirmação da lucratividade dos investimentos em IA, esperada com os resultados do terceiro trimestre.

