O Tesouro dos Estados Unidos anunciou o dobro da recompra de títulos de 10 e 30 anos, após a dívida pública ultrapassar 40 trilhões de dólares. A medida gerou queda no rendimento do título de 30 anos e desvalorização do dólar frente às moedas principais.
O anúncio ocorreu sem prévia discussão com o comitê consultivo de endividamento do Tesouro. Analistas apontam que o procedimento adotado representa um confronto com os mercados de câmbio e de títulos. Essa intervenção é vista como uma ferramenta de liquidez utilizada para cumprir função fiscal.
Os rendimentos de longo prazo mostram pressão, com o título de 30 anos fechando em 5,23% em 20 de agosto. Rendimentos reais também indicam que investidores exigem retorno compatível com a duração dos títulos. Paul Allen declarou que o Fed não pode interferir no aumento da dívida e déficits americanos.
O detalhe processual é relevante, pois o comitê consultivo existe para calibrar a emissão de títulos à demanda do mercado. A decisão de agir sem consulta sugere uma escolha por comunicar ao mercado em vez de consultar.
A reação cambial sugere que a fraqueza do dólar pode persistir. A desvalorização afeta o poder de compra internacional dos cupons de títulos de longo prazo, criando risco de preço para investidores que vendem antes do vencimento.

