O apresentador Tiago Leifert criticou a utilização de vídeos de leitura labial como provas em investigações ou julgamentos esportivos neste domingo (30). A declaração ocorreu após a divulgação de um conteúdo que interpretava supostas ofensas do jogador Neymar contra a árbitra Edina Alves durante partida entre Santos e Mirassol.
Leifert afirmou em seu canal que existem “dubladores de internet” que fazem interpretações de pessoas de costas e que, embora o conteúdo seja divertido, não pode ser tratado como uma “parada forense”. O apresentador questionou a possibilidade de tais vídeos serem utilizados como evidências no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O especialista Gabriel Velloso, responsável pelo vídeo da discussão, rebateu as críticas. Ele afirmou que estudou leitura orofacial e que sua análise considera articulação, ritmo da fala, sotaque, contexto e estado emocional, negando ter feito leituras de pessoas de costas.
Velloso declarou que a fala de Leifert descredibiliza seu trabalho para milhares de pessoas. Apesar da divergência, o especialista concordou que seus vídeos não devem ser usados pelo STJD como prova, já que o conteúdo traz avisos sobre a margem de erro e a ausência de valor de transcrição oficial.
Neymar também contestou a interpretação de Velloso, afirmando que havia “muita coisa errada” no vídeo. O especialista manteve a precisão de sua análise, mas admitiu que a leitura labial não é uma ciência exata.


