Trabalhadores com idade entre 60 e 63 anos podem adicionar até US$ 11.250 em contribuições extras ao plano 401(k) em 2026, conforme nova disposição da SECURE 2.0. O limite total de contribuição para essa faixa etária atinge US$ 35.750. Contudo, dados indicam que a adesão à medida é concentrada em faixas de renda mais altas.
A nova regra permite que os trabalhadores utilizem o super catch-up, somando US$ 11.250 ao limite padrão de US$ 24.500. O objetivo da medida é auxiliar trabalhadores próximos da aposentadoria a acelerar a poupança. No entanto, a capacidade financeira da maioria é um fator limitante. Segundo o Bureau of Labor Statistics, a renda semanal mediana para trabalhadores em tempo integral foi de US$ 1.251 no segundo trimestre de 2026, o que representa cerca de 55% da renda bruta ao contribuir com o valor total.
Os dados de participação mostram que a vantagem fiscal favorece os mais ricos. A análise de planos de aposentadoria de uma grande consultoria aponta que apenas 16% dos elegíveis usaram o benefício em 2024. Entre os trabalhadores que ganham US$ 150.000 ou mais, 49% atingiram o máximo anual. Além disso, uma nova exigência mecânica obriga que trabalhadores com mais de 50 anos e renda superior a US$ 150.000 em salários FICA em 2025 direcionem os valores extras para um Roth 401(k).
A poupança pessoal no país demonstrou aperto financeiro. O Bureau of Economic Analysis informou que a taxa de poupança pessoal ficou em 2,8% no segundo trimestre de 2026, o menor índice em dez trimestres. Isso indica que os gastos de consumo consomem 93,4% da renda pessoal disponível, limitando a viabilidade financeira da medida para a maioria dos lares.

