O tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz caiu para o nível mais baixo em dois meses, segundo dados do setor de navegação. A redução ocorre em meio a novos confrontos entre Estados Unidos e Irã, que aumentam a preocupação com a segurança da via navegável.
Fontes do setor de navegação indicaram que embarcações estão desligando seus transponders públicos de rastreamento AIS, o que dificulta a determinação do número total de navios que cruzam a rota. A corretora marítima Gibson alertou que um fechamento prolongado do estreito pode levar a uma oferta restrita, preços mais altos e risco para os mercados de navios-tanque.
O Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), liderado pela Marinha dos EUA, comunicou que o tráfego comercial manteve níveis reduzidos, refletindo a cautela das operadoras após os ataques recentes. A Guarda Revolucionária do Irã informou ainda que interceptou dois navios no estreito na noite anterior, desativando seus sistemas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto ao tráfego comercial. Contudo, o Irã havia declarado anteriormente que fechou a passagem após uma embarcação navegar por rota não aprovada e ser atingida.

