O tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz registrou o menor nível em dois meses, segundo dados da Kpler. Apenas seis embarcações cruzaram o estreito no domingo, o menor movimento diário em cinco semanas, refletindo a cautela dos operadores após ataques recentes na região.
O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos EUA, comunicou que o tráfego comercial continuou reduzido. Imagens de satélite identificaram pelo menos três operações de transferência de petróleo entre navios no Golfo de Omã, fora do estreito. Esse procedimento, conhecido como ship-to-ship, permite acelerar entregas sem que todos os navios precisem atravessar Ormuz.
A tensão na área aumentou após o Comando Central dos EUA informar a realização de uma nova onda de ataques contra dezenas de alvos no Irã no domingo, dia 12. A corretora marítima Gibson alertou que um fechamento prolongado do estreito colocaria o mundo em situação difícil.
A corretora acrescentou que a combinação de estoques globais reduzidos e restrições à navegação cria risco de oferta mais apertada, preços mais altos e queda nos mercados de transporte de petróleo.

