O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido alertou que muitos sistemas estão conectados de formas não previstas, utilizando protocolos inadequados para os ataques atuais. O aviso foca em processos de transferência de arquivos entre ambientes com níveis de segurança distintos, especialmente em sistemas ciberfísicos.
A segurança de transferência de arquivos foi tratada por anos como um problema resolvido. Empresas utilizavam criptografia no canal e confirmação de entrega, mas essa abordagem não reflete mais a realidade de ameaças sofisticadas. Plataformas tradicionais de Transferência de Arquivos Gerenciada (MFT) focam na automação da entrega, e não na defesa contra ataques.
Essa falha permite que cibercriminosos ganhem acesso, explorando a confiança inerente à infraestrutura de transferência. Ataques passados, como o incidente MoveIT em 2023, mostraram como uma vulnerabilidade em uma ferramenta comum pode expor milhares de organizações.
A velocidade dos ataques aumentou, com vulnerabilidades sendo exploradas em até quarenta e oito horas após divulgação. Contudo, a detecção de invasões baseadas em arquivos demora meses. A estratégia atual de reação é insuficiente, exigindo controles proativos em cada ponto de entrada e saída.
Para mitigar riscos, é necessário migrar para um processo MFT focado em segurança, inspecionando o conteúdo interno do arquivo, não apenas o canal. A verificação contínua e o uso de ambientes isolados para teste de arquivos maliciosos são medidas cruciais para construir confiança nos dados.

