O Brasil deve vivenciar uma das maiores transferências de riqueza do mundo nas próximas décadas, segundo dados da McKinsey. Estima-se que cerca de 9 trilhões de dólares mudarão de mãos no país. Esse movimento aumenta a necessidade de assessores integrarem temas como liquidez e preservação de ativos nas conversas com clientes.
Transferir patrimônio exige mais que apenas definir a distribuição de imóveis, empresas e investimentos. Uma família pode possuir ativos de alto valor, mas enfrentar dificuldades financeiras durante a sucessão. Após o falecimento, recursos podem ficar indisponíveis até a conclusão do inventário, enquanto impostos e despesas exigem pagamento em prazos curtos.
Nesse contexto, o seguro de vida se apresenta como um instrumento complementar ao planejamento sucessório. A indenização é paga diretamente aos beneficiários, sem integrar o inventário. Assim, o recurso pode dar liquidez à família em um período de vulnerabilidade financeira. Antonio Carlos Almeida Braga, diretor de Produtos da Icatu Seguros, afirmou que um planejamento financeiro completo deve proteger e transferir o patrimônio ao longo do tempo.
O planejamento sucessório não se limita a grandes fortunas. Bens como casas, empresas familiares ou carteiras de investimento também demandam organização. O custo do processo envolve honorários advocatícios e despesas cartorárias. Sem recursos disponíveis, herdeiros podem vender ativos em momentos desfavoráveis, sendo o seguro um apoio para custear despesas e preservar bens.
A ausência de planejamento pode afetar a continuidade de negócios familiares, que representam a maioria dos CNPJs ativos no país. Segundo a McKinsey, apenas onze por cento das empresas brasileiras analisadas possuem iniciativas estruturadas de sucessão, contra uma média global de 64%. O assessor de investimentos passa a articular essa jornada, integrando a proteção ao crescimento patrimonial.

