O Dia Mundial do Oceano de 2026 focou na necessidade de repensar a relação com os oceanos. A crescente demanda por minerais como cobalto e níquel, impulsionada pela eletrificação, coloca a mineração em águas profundas como fronteira controversa.
A transição energética, que visa reduzir emissões de carbono, exige insumos minerais para turbinas eólicas e baterias. Essa necessidade amplifica a pressão sobre novas áreas de extração no mar. Os ecossistemas de águas profundas, contudo, são pouco conhecidos, gerando incertezas sobre os impactos da remoção de nódulos polimetálicos e da dispersão de sedimentos.
A governança internacional dessa exploração ainda está em formação. A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) trabalha na regulamentação para equilibrar o desenvolvimento econômico com a proteção ambiental. O Brasil participa desses debates, detentor de uma grande zona econômica exclusiva, buscando um modelo baseado na ciência e no princípio da precaução.
Analistas apontam que a demanda por esses minerais continuará alta com a expansão da mobilidade elétrica e das energias renováveis. Para evitar uma exploração desordenada, é necessário diversificar as estratégias, investindo em reciclagem e economia circular, e não apenas em novas frentes extrativas.

