O juiz da Força Aérea dos Estados Unidos, Michael Schrama, marcou para junho de 2028 o julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, apontado como mentor dos ataques de 11 de Setembro de 2001, e de outros três acusados. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (26) após mais de duas décadas de impasses jurídicos.
Os quatro réus permanecem presos preventivamente na base militar da Baía de Guantánamo, em Cuba, desde 2003. A instalação foi criada em 2002 pelo ex-presidente George W. Bush para abrigar suspeitos de militância estrangeira após aqueles ataques contra o World Trade Center e o Pentágono.
A apuração indica que, em julho de 2026, um tribunal de apelações norte-americano rejeitou a declaração de culpa de Mohammed e de outros dois réus. A confissão integrava um acordo proposto em 2025 para evitar a pena de morte, mas a medida foi revogada pelo então secretário de Defesa, Lloyd Austin, sob críticas de congressistas republicanos.
O julgamento será conduzido por um júri composto por membros das Forças Armadas. O cronograma prevê que as declarações comecem 30 dias após a posse do júri, seguidas pela apresentação de provas e moções.
Os ataques de 11 de Setembro foram realizados pelo grupo Al-Qaeda, liderado por Osama bin Laden. Na ocasião, quatro aviões comerciais foram sequestrados: dois atingiram as Torres Gêmeas em Nova York e um atingiu o Pentágono. Uma quarta aeronave caiu em um campo na Pensilvânia após a reação dos passageiros contra os sequestradores.

