As famílias de mais de cinco mil marinheiros e fuzileiros navais destacados no porta-aviões USS Abraham Lincoln manifestaram preocupação com as condições de serviço. A tripulação enfrenta longos destacamentos e operações no Oriente Médio, com relatos de escassez de suprimentos e problemas de saúde mental.
O porta-aviões partiu de San Diego em vinte e um de novembro de dois mil e vinte e cinco. Inicialmente com destino ao Pacífico, o navio foi desviado para o Oriente Médio antes dos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados em vinte e oito de fevereiro. A missão foi prorrogada, e a tripulação permaneceu aproximadamente nove meses no mar, totalizando duzentos e oito dias consecutivos sem atracar, um recorde para sua classe.
As queixas dos parentes descrevem um ambiente de trabalho exigente. Os marinheiros trabalham em turnos de doze a dezesseis horas, com pouca folga. Além disso, foram relatados problemas de infraestrutura, como chuveiros mofados, falta de água quente e escassez de itens básicos como sabonete e desodorante.
A saúde mental é um ponto de grande preocupação para as famílias. Segundo a imprensa americana, vários marinheiros teriam tentado pular ao mar durante o serviço. Em San Diego, uma familiar relatou que seu marido enviou mensagem dizendo que esperava “não acordar amanhã”.
As reclamações chegaram ao Congresso. O senador Richard Blumenthal exigiu que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, responsabilizasse a Marinha. Contudo, a Marinha rejeitou algumas alegações, afirmando que não detectou aumento nos casos de ideação suicida a bordo e que os marinheiros têm acesso a médicos e profissionais de saúde mental.


