Donald Trump declarou que os Estados Unidos têm controle total sobre o Estreito de Ormuz, classificando o bloqueio naval americano como uma “parede de aço”. No entanto, analistas indicam que a realidade do fluxo de comércio é diferente, apontando um impasse na região.
O presidente americano afirmou em rede social que o poder dos EUA sobre o estreito é absoluto. Ele disse que o Irã não possui resposta eficaz contra a presença naval americana. Posteriormente, Trump informou que a Marinha dos EUA realizava buscas por minas na área, indicando que Washington está em boa posição.
Dados de comércio contradizem a visão de Washington. Segundo o jornal, na terça-feira, apenas catorze navios transitaram pelo estreito. Antes do conflito, a passagem registrava mais de cento e trinta embarcações diariamente.
Especialistas argumentam que o controle não é total. Carl Schuster, ex-diretor do Centro de Inteligência Conjunta, afirmou que o estreito não está sob controle completo enquanto os Estados Unidos não garantirem o uso seguro da rota. Cedric Leighton, analista militar, vê a situação como um impasse, onde a força militar americana encontra a capacidade iraniana de usar a proximidade costeira e ameaças como minas.
A preocupação com a segurança é real. A Organização Marítima Internacional (IMO) registrou sessenta e cinco incidentes confirmados e dezessete marinheiros mortos nos últimos meses na área. A restrição no tráfego impacta a economia global, visto que cerca de vinte por cento da produção mundial de petróleo passa por ali.


