O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (26) uma proclamação que amplia temporariamente a importação de carne bovina magra com imposto reduzido. A medida, com vigência de 90 dias, visa aumentar a oferta do produto e conter a alta dos preços no mercado doméstico norte-americano.
A norma entra em vigor no dia 1º de setembro e permite a entrada de até 100 mil toneladas por mês até 30 de novembro, totalizando 300 mil toneladas. O material importado será destinado exclusivamente à produção de carne moída, em combinação com produtos de origem americana.
A Casa Branca projeta que a iniciativa resulte em uma queda de 25% no preço da carne e em um crescimento de 10% na oferta total do produto no país. Segundo a administração, o volume de 100 mil toneladas mensais representa menos de 1% da produção anual projetada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), estimada em mais de 11 milhões de toneladas.
A baixa oferta atual é atribuída por governantes a fatores simultâneos. A restrição à importação de animais vivos do México, para conter a mosca-da-bicheira-do-novo-mundo, causou a perda de centenas de milhares de toneladas de carne. Secas e incêndios florestais em regiões produtoras também reduziram a disponibilidade de pastagens.
O USDA projeta que a produção de carne bovina americana em 2026 recuará cerca de 4% em comparação a 2025. A Casa Branca informou que o rebanho bovino do país está no menor nível dos últimos 75 anos, embora o número de cabeças de gado volte a crescer desde 2018.
Portos no sul dos Estados Unidos continuam fechados para a importação de animais vivos vindos do México. O governo afirmou que a reabertura dessas rotas será gradual e monitorada.

