Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (19) uma nova ofensiva para isolar financeiramente o Irã. O presidente dos Estados Unidos prometeu uma “guerra econômica” e ameaçou impor punições a países que permitirem que instituições estrangeiras ajudem a manter a economia iraniana.
A ameaça se estende além de Teerã, podendo atingir governos e empresas internacionais. Trump não detalhou quais sanções serão aplicadas, nem quais países serão alvos. Entre as operações visadas estão contrabando de petróleo, transferências de dinheiro, linhas de swap e empresas de fachada.
O presidente chamou a ação de “D-Day econômico” e solicitou a participação de aliados dos Estados Unidos no cerco. A escalada ocorre dois dias após o fim de um memorando entre Washington e Teerã que visava encerrar o conflito.
A ação não é inédita. Em fevereiro, Trump assinou a Ordem Executiva 14382, permitindo tarifas adicionais sobre produtos de países que compram bens iranianos. O Tesouro dos EUA também executa a campanha “Economic Fury” para cortar fontes de receita do governo iraniano.
O Brasil não foi citado na publicação, mas mantém relações comerciais importantes com o Irã. Entre janeiro e julho deste ano, o Irã foi o quarto maior comprador de farelo de soja brasileiro, totalizando 1,6 milhão de toneladas.


