O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu intensificar a pressão econômica sobre o Irã. A ameaça veio um dia após o secretário do Tesouro dizer que Washington aplicará medidas inéditas à Teerã na próxima semana. As ações visam o programa nuclear e o apoio iraniano a grupos militantes.
As sanções contra o Irã, aplicadas pelos EUA, ONU e União Europeia, iniciaram no final da década de mil novecentos e setenta. Desde fevereiro, Washington impôs restrições adicionais nos setores marítimo, energético e financeiro, além de iniciar um bloqueio naval. Dados do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) mostram que a agência impôs sanções a mais de mil pessoas, embarcações e aeronaves desde o início do segundo mandato de Trump.
Especialistas indicam que o governo Trump pode mirar refinarias independentes chinesas, conhecidas como ‘bules de chá’, que compram mais de oitenta por cento do petróleo exportado pelo Irã. Essas refinarias, por terem pouca exposição ao sistema financeiro norte-americano, seriam parcialmente imunes às sanções anteriores. O Departamento do Tesouro já impôs sanções secundárias a entidades menores na China e em Hong Kong.
Outra possibilidade é uma abordagem paliativa, que visa indivíduos e entidades que ajudam Teerã a burlar as restrições para financiar seu esforço de guerra. Um diretor-gerente da Obsidian Risk Advisors afirmou que tais medidas não alteraram o comportamento do Irã, pois Teerã cria novas entidades para substituí-las.
Autoridades americanas e israelenses também levantaram a possibilidade de um bloqueio terrestre, o que exigiria cooperação de países vizinhos do Irã, como Iraque e Turquia. Contudo, especialistas alertam que essa medida seria difícil de executar e talvez não gere protestos internos no país.


