O presidente Donald Trump planeja retomar a diplomacia com Kim Jong Un, mas o cenário apresenta desafios maiores. A Coreia do Norte possui um arsenal nuclear mais robusto e fortaleceu laços com a Rússia, diminuindo o incentivo a acordos anteriores.
O esforço renovado de Trump ocorre enquanto ele mantém um impasse nuclear com Irã, retomando uma questão não resolvida de seu primeiro mandato. Diferentemente de Irã, a Coreia do Norte já dispõe de um arsenal nuclear consolidado e múltiplos sistemas de entrega, o que limita as perspectivas militares de eliminação da ameaça.
Victor Cha, do Center for Strategic and International Studies, afirmou que a diplomacia com a Coreia do Norte pode servir para desviar a atenção de Irã e reduzir adversários dos Estados Unidos. Ele declarou que não há solução militar para um país com dezenas de armas nucleares e seus sistemas de lançamento.
Kelsey Davenport, da Arms Control Association, alertou que um acordo abrangente de desnuclearização está distante. Ela sugeriu que negociações limitadas focassem em restringir testes de mísseis e estabelecer canais de crise. A Coreia do Norte, segundo Davenport, pode negociar com mais firmeza agora do que em dois mil dezoito.
Washington possui em suas cartas de barganha o alívio gradual de sanções e a redução de exercícios militares. Para Pyongyang, um acordo que mantenha seu arsenal intacto pode ser visto como avanço em seu objetivo de aceitação como potência nuclear.

