O Estreito de Ormuz, ponto crucial para o comércio mundial de petróleo, enfrenta tensão após o presidente Donald Trump postar uma imagem classificando a passagem como “Novo Território dos EUA”. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã ameaça manter o trecho vital fechado, impactando os preços do barril.
O mercado de petróleo já precifica uma crise prolongada na região. O Brent atingiu 91,07 dólares por barril nesta manhã, enquanto o West Texas Intermediate chegou a 84,99 dólares, segundo agências de notícias. A administração de Informações de Energia dos EUA (EIA) informou que 20,9 milhões de barris de petróleo por dia passaram por Ormuz no primeiro semestre de 2025, volume que representa cerca de 20% do consumo global de petróleo e um quarto do comércio marítimo de óleo.
A afirmação de Trump, feita em uma publicação na Truth Social, não possui respaldo legal imediato. Diferente de uma mudança de nome de área federal, a Constituição outorga ao Congresso a autoridade sobre territórios, e reivindicar águas internacionais configura outra matéria. O Direito Internacional reconhece a soberania dos países vizinhos, como Irã e Omã, sobre o estreito.
Apesar de a declaração ser vista como retórica, o risco militar permanece. Se Washington tentasse impor a propriedade sobre o trecho, as consequências poderiam ser graves. O Irã já declarou que o estreito permanecerá fechado até que os EUA cumpram suas exigências. Relatos indicam que o país estava se preparando para uma postura “totalmente ofensiva”.
Atualmente, apenas cerca de 2 milhões de barris por dia transitam por Ormuz, comparado aos aproximadamente 18 milhões antes da crise. Mesmo com rotas alternativas, o impacto de uma escalada militar pode elevar os preços do petróleo de forma significativa, independentemente da validade da alegação de território.


