O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu três integrantes da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC) na quinta-feira (9). A ação ocorre meses antes das eleições de meio de mandato, em novembro, quando a Câmara de Deputados e um terço do Senado serão renovados.
As demissões seguem a repetição, por parte do presidente, de alegações de fraude nas eleições de 2020, sem apresentar provas. Trump defende mudanças nas regras de voto e determina investigações sobre o pleito vencido pelo candidato Joe Biden. O presidente busca aumentar a influência do governo federal sobre o sistema eleitoral, que é tradicionalmente administrado pelos estados.
A Casa Branca confirmou as demissões. Um funcionário do governo afirmou que o presidente tem autoridade para remover pessoas que “talvez não estejam totalmente alinhadas com a importante tarefa de garantir a segurança das eleições nos Estados Unidos e assegurar que todos os votos legais sejam contabilizados”. O governo, segundo o funcionário, trabalha com autoridades locais para fortalecer a infraestrutura eleitoral.
Os três comissários deixaram os cargos de maneiras distintas. Um membro indicado pelo Partido Republicano renunciou, enquanto os outros dois, indicados pelo Partido Democrata, foram demitidos por e-mail pelo Escritório de Pessoal Presidencial. A EAC, criada em 2002, funciona como centro nacional de apoio, certificando sistemas de votação e mantendo o registro nacional de eleitores por correspondência.


