O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (31) que as forças norte-americanas vão reduzir a escombros a ilha de Kharg, um dos principais polos de exportação de petróleo do Irã. As declarações ocorrem após a retomada de confrontos militares entre os dois países no Estreito de Ormuz e na Jordânia.
Trump publicou em suas redes sociais vídeos produzidos por inteligência artificial que simulam o bombardeio da ilha. O republicano classificou o Irã como uma “nação falida”, alegando que o país enfrenta inflação de 300%, desorganização na liderança e falta de forças militares. O presidente também acusou o regime de matar mais de 100 mil manifestantes.
No fim de semana, forças dos EUA atacaram lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak. Segundo o Comando Central dos EUA, os sistemas se preparavam para instalar minas em rotas de navios comerciais. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra bases norte-americanas na Jordânia, mas autoridades jordanianas informaram que os projéteis foram interceptados.
A ilha de Kharg é estratégica por abrigar o principal terminal de exportação de petróleo do Irã, concentrando cerca de 90% dos embarques do país. Um ataque ao local atingiria a capacidade de Teerã de exportar a commodity e reduziria as receitas do regime, ampliando a pressão econômica.
A instabilidade no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo e gás, já impactou o mercado. Nesta segunda-feira (31), o petróleo Brent passou de US$ 90 por barril. O novo ciclo de ataques encerra semanas de relativa redução nas hostilidades entre as duas nações.
Paralelamente às ameaças militares, o governo norte-americano intensificou as sanções. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou medidas contra redes financeiras ligadas ao regime e indicou que Washington pretende ampliar a pressão sobre bancos que mantenham relações com Teerã.


