Donald Trump foi alvo de processo judicial federal em Nova York após um serviço da Truth Social vender acesso antecipado aos seus posts sobre tarifas e política. O serviço cobra assinaturas mensais de até cem mil dólares de traders de Wall Street.
A Fundação Liberdade de Imprensa e um veículo de comunicação entraram com a ação na quarta-feira. Segundo documentos judiciais, a alegação é que o serviço API da Trump Media and Technology Group (TMTG) fere a Constituição, pois as informações divulgadas por Trump deveriam ser acessíveis simultaneamente a todos.
O plano de assinatura mensal foi lançado em primeiro de agosto, cobrando de firmas de Wall Street valores entre sessenta mil e cem mil dólares. O serviço oferece acesso em tempo real a publicações de contas influentes, incluindo a do próprio Trump, que conta com treze milhões de seguidores.
Advogados dos autores argumentam que Trump não pode vender acesso a declarações oficiais por meio de um negócio privado enquanto utiliza seu cargo público para questionar a Lei de Liberdade de Informação e outros mecanismos de transparência. A ação busca impedir que a Casa Branca publique anúncios governamentais apenas na Truth Social.
Especialistas apontam que o envolvimento financeiro de Trump na empresa fortalece o argumento dos autores. Eles defendem que o tratamento preferencial não serve a um propósito governamental legítimo, mas sim a um interesse financeiro privado, levantando questões éticas sobre o acesso público a declarações de autoridades.


