O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao Pentágono uma redução substancial da participação americana em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A decisão, anunciada no domingo, ocorre pouco antes do início das manobras anuais entre os dois países, aliados há mais de sete décadas.
Trump justificou a medida em publicação em rede social. Ele alegou que as manobras anuais geram altos custos e enviam um sinal hostil à Coreia do Norte. O presidente afirmou que o país asiático tem se mostrado não ameaçador e respeitoso em relação aos EUA.
A declaração veio após o presidente americano questionar o governo sul-coreano sobre desnuclearização do Irã. Trump relatou que o líder sul-coreano recusou o convite. Ele instruiu o secretário da Guerra, Pete Hegseth, a reduzir os exercícios, pois cancelar totalmente já seria tarde.
Os treinamentos, previstos até 27 de agosto, envolvem cerca de 18 mil militares sul-coreanos. As operações incluem táticas para neutralizar drones e responder a ciberataques, adaptando-se às capacidades militares norte-coreanas. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul confirmou o início das atividades na segunda-feira.
A Coreia do Norte tem fortalecido laços militares com a Rússia desde junho de dois mil e vinte e quatro. O regime de Pyongyang frequentemente denuncia os exercícios conjuntos entre Washington e Seul como preparativos para invasão.


