Donald Trump negou nesta terça-feira (18) a existência de diálogos com o Irã. Ele publicou um mapa que classifica o Estreito de Ormuz, ponto de tensão regional, como novo território dos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio a um conflito que se estende por quase seis meses.
O líder republicano afirmou em rede social que não há conversas em andamento ou previstas com a República Islâmica do Irã. Ele declarou que o bloqueio naval permanece ativo e que as minas na área foram retiradas ou detonadas. A afirmação contrasta com menções anteriores de seu enviado americano, Jared Kushner, sobre discussões positivas.
Autoridades iranianas impuseram condições para qualquer abertura do estreito, exigindo o fim do bloqueio naval, o levantamento de sanções ao petróleo e o encerramento de operações militares. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que Washington deve cumprir compromissos de um protocolo assinado em junho.
Em paralelo, os Emirados Árabes Unidos emitiram um alerta telefônico nesta terça-feira, pedindo à população que se proteja contra ameaças de mísseis lançados pelo Irã. O Ministério da Defesa do país confirmou que defesas aéreas detectaram dois mísseis balísticos em direção ao território.
O tráfego marítimo na região segue reduzido. O Catar, um mediador entre as partes, informou que um acordo entre Irã e Omã sobre Ormuz facilitaria a retomada das negociações para fim do conflito no Oriente Médio.


