O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não será preso enquanto estiver nos Estados Unidos. A afirmação ocorreu após o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, sugerir que avalia a possibilidade de deter o líder israelense durante a próxima Assembleia Geral da ONU.
Trump fez o comentário durante uma coletiva de imprensa, após reunião no clube Mar-a-Lago, na Flórida, em 29 de dezembro de 2025. O republicano acrescentou que Netanyahu luta contra o Irã e que a responsabilidade por conflitos deve ser atribuída aos líderes que conduziram o país a uma situação de destruição.
Mamdani, por sua vez, afirmou que Netanyahu pertence à Haia e é um criminoso de guerra acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). O prefeito admitiu não ter certeza sobre sua autoridade para ordenar a detenção de um líder estrangeiro, mas disse que seguiria a lei de Nova York.
O TPI, sediado em Haia, indicou em 2024 que havia motivos para crer que Netanyahu era responsável por crimes de guerra em Gaza, relacionados à ofensiva israelense após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Em resposta, um embaixador de Israel junto à ONU criticou Mamdani por incitar hostilidade contra o Estado de Israel.


