A diplomacia dos Estados Unidos sofre mudança no segundo mandato de Donald Trump. Dados da Associação Americana do Serviço Exterior (AFSA) indicam que 90% das 102 indicações de embaixadores são de nomes políticos de sua confiança, e apenas 10% são diplomatas de carreira.
A mudança representa uma ruptura com o padrão histórico da diplomacia americana, que operava sob a ‘regra dos 70/30’, onde cerca de 70% dos embaixadores eram profissionais de carreira. O levantamento da AFSA, que abrange desde o governo de Gerald Ford (1974-1977), mostra que o patamar atual é inédito.
Trump tem indicado doadores, amigos e aliados políticos para cargos globais. Exemplos incluem a nomeação de um empresário no Reino Unido e um ex-governador do Arkansas para Israel. A preferência por indicações políticas ocorre enquanto mais da metade das representações diplomáticas dos EUA está sem embaixador.
A nomeação de Daniel Perez para a embaixada dos EUA em Brasília gerou crise diplomática, levando o Departamento de Estado americano a revogar o visto da embaixadora brasileira, devido à demora do Brasil em conceder o agrément ao indicado.

