Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou que considera transformar o Estreito de Ormuz em território norte-americano. A fala ocorreu após o término do prazo de sessenta dias, estabelecido em memorando entre Washington e Teerã, sem que houvesse um acordo para encerrar a guerra e restabelecer a navegação na região.
A nova declaração representa uma escalada na disputa pelo controle da rota marítima mundial. O presidente americano também ameaçou Omã, país que mantém laços com os EUA e atua como mediador histórico entre Washington e Teerã. Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam usar resposta militar se Omã atrapalhasse os esforços para reabrir o estreito.
No Salão Oval, Trump disse que os Estados Unidos já detêm controle sobre a área por meio de bloqueio naval e considerou positiva a ideia de formalizar esse domínio como território americano. O Estreito de Ormuz é uma passagem internacional entre o Irã e a Península de Musandam, parte de Omã, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via concentra grande parte do transporte global de petróleo e gás.
O conflito gera preocupação nos mercados. O petróleo Brent fechou na segunda-feira, dia dezessete, em US$ 90,87 por barril, subindo mais de US$ 2. O Irã, por sua vez, declarou que pretende proteger a passagem, classificando-a como um ativo geopolítico fundamental para o país, e rejeita a ideia de controle soberano dos EUA.
O prazo de sessenta dias mencionado por Trump referia-se a negociações que não avançaram. O documento havia entrado em colapso antes do fim do período, e os confrontos entre os lados continuaram. Trump afirmou que seu foco principal permanece em impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã.


