O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul na segunda-feira (17). A decisão ocorreu após Trump considerar que as manobras enviavam um sinal inadequado à Coreia do Norte, com quem mantém boa relação.
Trump criticou as manobras em sua plataforma Truth Social no domingo. Ele alegou que os exercícios eram caros e transmitiam um sinal hostil à Coreia do Norte, que ele descreve como respeitosa desde seu retorno ao poder em 2025. O presidente também fez críticas à Coreia do Sul, mencionando uma recusa do país em se juntar a uma iniciativa de desnuclearização do Irã.
As manobras, denominadas Escudo de Liberdade Ulchi, têm duração prevista de onze dias e visam preparar a defesa contra a Coreia do Norte. O porta-voz do Comando das Forças Combinadas Americanas e Sul-Coreanas, Coronel Ryan Donald, informou que os exercícios simularão combates contra soldados norte-coreanos reforçados pela participação do país na guerra da Rússia contra a Ucrânia.
O gabinete presidencial sul-coreano afirmou que espera que a relação entre os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte permita a retomada do diálogo. No entanto, um professor de Estudos Internacionais, Leif-Eric Easley, comentou que a redução prejudicará a coordenação da aliança e enfraquecerá a dissuasão na Ásia. Pyongyang denunciou os exercícios e advertiu sobre possíveis medidas de dissuasão.


