Cerca de 158,7 milhões de eleitores estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais de 4 de outubro de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O volume representa um crescimento de 1,46% em relação a 2022, com variações significativas na distribuição territorial dos votos.
A região Norte teve a maior alta proporcional de eleitores, com 4,37%, embora os seis estados somados representem pouco mais de 7,5% do total nacional. Já o Sudeste foi a única região com queda, perdendo 0,56% do contingente, mas ainda concentra quase 42% do peso eleitoral do país.
Segundo o consultor legislativo Caetano Araújo, do Núcleo de Direito do Estado do Senado, a busca por votos na disputa presidencial exige presença nacional equilibrada. Araújo afirma que a estratégia de concentrar esforços em estados específicos seria racional apenas para candidatos que buscam fortalecer nomes ou siglas, cientes de uma derrota futura.
A representação no Congresso também reflete a demografia. Araújo explica que a distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados reflete a população da década de 1980, gerando sub-representação em estados que cresceram e sobrerrepresentação em outros. No Senado, o equilíbrio é mantido por três senadores por unidade da Federação.
Pesquisas do Instituto DataSenado e do PoderData/Aya indicam que saúde e segurança pública são as principais preocupações dos brasileiros. No Norte, 31% da população prioriza a saúde devido a dificuldades de acesso a hospitais em áreas rurais e ribeirinhas. A região também registra o maior índice de preocupação com emprego, citado por 13% dos entrevistados.
No Nordeste, a segurança pública e a saúde aparecem como demandas centrais. A preocupação com a violência está ligada à concentração de homicídios e disputas entre facções. Já no Sudeste, a segurança pública é a demanda principal para 17% das pessoas, contexto influenciado por desigualdades em grandes regiões metropolitanas.


