O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou que a filiação de um senador ao partido Missão tenha sido resultado de ataque hacker. O presidente da corte, Kassio Nunes Marques, determinou que a Polícia Judiciária investigue o caso, que envolve a documentação eleitoral do parlamentar.
A Justiça Eleitoral informou que a associação do político à legenda ocorreu por uso indevido de ferramenta por alguém que possuía as credenciais do partido para evitar filiações. A campanha do candidato à Presidência havia acionado o TSE após o sistema identificar o senador como filiado ao Missão, em vez de ao PL.
A certidão de filiação partidária emitida pelo TSE mostra que a filiação do senador ao Missão foi registrada em 12 de agosto de 2026. No mesmo documento, consta que ele estava filiado ao PL desde 8 de dezembro de 2021, com a situação de desfiliado datada de 12 de agosto de 2026.
O partido Missão divulgou nota dizendo que o gabinete do senador foi notificado sobre a tentativa de filiação no dia dois. A sigla afirmou estar em contato com a Polícia Federal e o TSE sobre o ocorrido.
O senador precisa corrigir o erro para registrar sua candidatura até as 19h do sábado, dia 15 de agosto. Um dirigente do partido também declarou que a filiação não partiu da legenda e que houve um possível hackeamento.


