O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta quinta-feira (13) que a filiação de um senador ao partido Missão tenha sido resultado de um ataque hacker ao sistema. A Corte afirmou que o registro ocorreu por meio de uso indevido da ferramenta por alguém com credenciais da própria legenda.
A informação surgiu após a defesa do senador alegar ter identificado uma alteração em seu cadastro partidário, levantando a hipótese de invasão do sistema. Em nota, o TSE explicou que o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para as providências necessárias.
O ministro também determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Judiciária para apurar os fatos e identificar quem usou indevidamente a ferramenta. A defesa da campanha havia sustentado que a mudança no registro era fraudulenta antes da manifestação do Tribunal.
O Partido Liberal (PL), legenda anterior do parlamentar, protocolou um pedido de desfiliação do Missão, solicitação que já está sob análise da Justiça Eleitoral. O TSE informou que a filiação não foi fruto de hackeamento, mas sim de uso indevido de credenciais da legenda.


