O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu temporariamente o processamento de novas filiações partidárias. A medida ocorreu após duas tentativas de alterar registros de políticos. Um dos casos tentou vincular o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Democracia Cristã (DC).
No segundo caso, uma alteração vinculou o senador Flávio Bolsonaro ao Missão. A equipe jurídica do PL declarou que a mudança ocorreu sem autorização do parlamentar. O TSE informou que não houve invasão dos sistemas, mas que alguém ligado ao Missão utilizou a ferramenta de forma indevida. A Corte regularizou as situações de Lula e Flávio.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou o restabelecimento imediato da filiação do senador ao PL e a exclusão do vínculo com o Missão. O tribunal manteve os efeitos da filiação ao PL desde 30 de novembro de dois mil e vinte e um. Nunes Marques também ordenou a preservação dos registros de acesso ao sistema para identificar os responsáveis pela alteração.
Sobre a tentativa de vincular o presidente ao DC, o partido identificou o registro antes de enviá-lo à Justiça Eleitoral. Segundo o presidente do DC, João Caldas, a ficha usou dados verdadeiros de Lula, como nome dos pais, RG e CPF. O TSE afirmou que a suspensão não gera prejuízo eleitoral, pois a legislação prevê prazos mínimos de filiação.

