O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu temporariamente o Sistema de Filiação Partidária (Filia) nesta quinta-feira (13). A medida ocorreu após a detecção de registros indevidos envolvendo nomes de políticos, incluindo um senador, e uma tentativa de cadastro de outro nome.
A decisão foi tomada após constatar que o nome do senador foi registrado indevidamente no partido Missão, sem que ele tivesse solicitado a mudança. O senador classificou o registro como fraudulento. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou o retorno da filiação do senador ao PL e, depois, a interrupção do processamento de novos pedidos.
O TSE informou que também houve uma tentativa de incluir o presidente no cadastro do Missão, contudo, essa alteração não foi concluída. O tribunal esclareceu que o ocorrido não foi causado por invasão ou ataque aos sistemas, mas por uso inadequado da ferramenta por um usuário ligado ao partido.
O partido Missão manifestou-se, afirmando ter notado a filiação irregular do senador. Segundo a legenda, tentou cancelar o registro no dia em que a alteração foi percebida, mas o sistema da Justiça Eleitoral não aceitou o procedimento, classificando o ato como tentativa fraudulenta.
Com a suspensão, o TSE busca impedir novos registros não autorizados enquanto adota medidas para corrigir falhas no processo de formalização das filiações, em meio ao calendário eleitoral de 2026.

