O presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Bolívia, Rómer Saucedo, determinou a remoção do sigilo da investigação de um suposto atentado contra a ativista Nadia Beller. O pedido foi feito pela própria investigada, buscando transparência no inquérito.
O ataque ocorreu na última segunda-feira, dia dezessete, em Santa Cruz. Dois motociclistas não identificados atiraram contra a ativista enquanto ela estava na calçada de um hotel. O Ministério Público informou que ao menos três disparos atingiram Nadia Beller, localizados na região do pescoço, tórax e braço direito.
Na terça-feira, dia dezoito, agentes da Força Especial de Combate ao Crime prenderam Fernando Cerimedo, de quarenta e cinco anos, em Santa Cruz. Cerimedo é apontado pelas autoridades como principal suspeito do atentado. Ele é conselheiro do presidente Rodrigo Paz e ex-estrategista de campanha do mandatário argentino Javier Milei.
O fiscal-geral do Estado, Roger Mariaca Montenegro, antecipou que a comissão de promotores deve solicitar a prisão preventiva do conselheiro presidencial por até cento e oitenta dias, acusando-o de tentativa de feminicídio. Cerimedo já havia reconhecido um relacionamento amoroso com Beller.
Saucedo afirmou que solicitou ao Tribunal de Justiça de Santa Cruz de la Sierra que tome todas as providências para esclarecer o caso, garantindo que o Ministério Público receba suporte imediato para as ordens judiciais.

