Arqueólogos descobriram fragmentos de tecido preservados por cerca de 1.300 anos no túmulo de uma jovem da Era Viking em Skonager, sítio próximo a Varde, na Dinamarca. Os vestígios foram encontrados aderidos a dois broches de cobre e prata, conhecidos como broches scoop, permitindo a análise de camadas internas e externas da vestimenta.
A preservação ocorreu devido à corrosão dos adornos metálicos. Segundo a imprensa internacional, a deterioração dos broches liberou sais metálicos que alteraram a composição química local, impedindo a ação de microrganismos que normalmente decompõem materiais orgânicos.
A especialista em tecidos antigos Lise Ræder Knudsen informou que as análises estão em andamento. A pesquisadora explicou que a presença de sinais de reparos nas peças sugere que as roupas poderiam ter sido reutilizadas e transmitidas entre diferentes gerações daquela sociedade.
Para validar a hipótese de reuso, a equipe de pesquisa comparará a datação dos restos mortais com a dos fragmentos têxteis. As amostras também serão estudadas para identificar as cores utilizadas nas roupas do cotidiano e em rituais funerários do período.
Além dos tecidos, os restos mortais da jovem passam por exames de dentição e análise de isótopos. O objetivo é estimar a idade da mulher e obter dados sobre sua saúde, alimentação, deslocamentos geográficos e situações de estresse vividas.


