O governo da Turquia negou nesta quarta-feira a denúncia de Israel de que Ancara se preparava para enviar tropas à Síria. A acusação surge após ataques a uma base militar no noroeste do país, que Israel alega ter violado um acordo ao permitir a presença de forças turcas.
A direção de comunicação turca declarou que as acusações do gabinete do primeiro-ministro israelense são infundadas. Segundo o comunicado, elas visam legitimar ataques aéreos israelenses que violam a soberania e a integridade territorial da Síria. O representante especial dos Estados Unidos para a Síria, Tom Barrack, criticou os ataques à base aérea de Abu al-Duhur, classificando-os como uma escalada desnecessária para a estabilidade regional.
O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou o ato como uma agressão injustificada. A emissora estatal síria havia noticiado que aviões israelenses atacaram a pista do aeroporto militar de Abu Duhur com oito bombardeios, causando danos materiais à infraestrutura, mas sem feridos. A diplomacia síria pediu uma posição firme da comunidade internacional e do Conselho de Segurança da ONU contra as violações israelenses.
Israel realiza incursões frequentes na Síria desde dezembro de 2024, após a derrubada do presidente Bashar al-Assad. O aeroporto atacado está fora de operação desde 2012. Um observatório sírio indicou que os bombardeios ocorreram após uma visita de uma delegação militar turca ao local, como parte de esforços para reabrir a instalação.


