A União Europeia de Federações de Futebol (Uefa) decidiu abrir processos criminais contra a Federação Internacional de Futebol (Fifa) e seu presidente, Gianni Infantino. A medida ocorre devido a um plano, já descartado, de vender participações da Copa do Mundo e outras competições para investidores privados, segundo a imprensa internacional.
A entidade europeia solicitou a um tribunal federal dos Estados Unidos a permissão para obter depoimentos e documentos da Fifa na Flórida. O material será utilizado em uma denúncia criminal planejada na Suíça contra Infantino. A Uefa afirma que o presidente desenvolveu a proposta em segredo com consultores e investidores, ignorando a governança da Fifa.
O caso envolve a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária que concentraria os direitos comerciais da Copa do Mundo masculina, feminina e do Mundial de Clubes. A empresa seria avaliada em cerca de US$ 20 bilhões, com a previsão de venda de até 20% de participação a investidores. A operação poderia levantar US$ 4,2 bilhões para a Fifa.
A Uefa reagiu com ameaças de retirar suas seleções das competições organizadas pela Fifa. Mesmo com o abandono do projeto, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, manteve a pressão por falta de garantias de que a proposta não seria reapresentada.
Nas últimas semanas, Fifa e Uefa negociaram reservadamente para encerrar o impasse. A entidade comandada por Infantino comprometeu-se, em correspondência privada, a não repetir a tentativa de privatização. Após esse acordo, a Uefa decidiu abandonar a ameaça de boicote às competições.

