Em 21 de agosto de 1968, em Lešany, uma unidade militar se recusou a auxiliar as forças invasoras. A recusa em cooperar com o exército estrangeiro resultou em represálias políticas contra o comandante.
A recusa ocorreu após um telefonema que informou à unidade que forças aliadas estavam entrando no país. O comandante da tropa recusou-se a prestar auxílio, dizendo que não ajudaria os traidores. No dia seguinte, as baterias antitanque saíram das quartéis e assumiram uma defesa circular.
Um oficial enviado para acalmar a situação recebeu ordens paradoxais: manter as posições e não mover os canhões. A tensão só foi resolvida após negociações entre os líderes locais e os comandantes soviéticos.
O militar que liderou a resistência tinha histórico de batalhas anteriores. Contudo, o regime normalizador penalizou o comandante após os eventos de agosto. Ele foi transferido para um cargo inferior e, em 1974, foi dispensado do exército por razões políticas.
A reabilitação veio somente após 1989. Em 1990, o comandante foi totalmente reabilitado e promovido a general-major. Sete anos depois, recebeu a Medalha de Heroísmo do presidente Václav Havel.


