O US Open 2026 distribui US$ 108 milhões em premiações, o maior valor da história do tênis. A chave principal do torneio começou no domingo (30), em Nova York, com um montante que supera os US$ 90 milhões pagos na edição de 2025.
O aumento ocorreu após jogadores cobrarem maior participação nas receitas dos Grand Slams. Em maio de 2026, antes do Roland Garros, atletas ameaçaram boicotar entrevistas para pressionar a organização. O movimento, que incluiu nomes como Novak Djokovic, Jannik Sinner, Coco Gauff e Aryna Sabalenka, resultou na criação de um conselho de atletas.
O novo órgão reúne representantes dos circuitos masculino e feminino para negociar melhorias com os principais torneios. Entre as demandas estavam benefícios previdenciários, melhores condições de trabalho, maior influência no calendário e o repasse imediato de 16% das receitas em prêmios, com previsão de subida gradual para 22% até 2030.
Aryna Sabalenka, atual número 1 do mundo, afirmou a jornalistas em Nova York que os atletas estão felizes com o retorno da mobilização e que o valor atingiu o ponto desejado desde o início do processo.
Os campeões dos torneios de simples, tanto no masculino quanto no feminino, receberão US$ 5,5 milhões cada. O valor é 10% superior ao pago em 2025 e representa o maior prêmio já entregue aos vencedores de uma chave principal de Grand Slam.
Para os 64 jogadores de cada chave eliminados na primeira rodada, a premiação é de US$ 140 mil. No qualifying, quem perder a primeira partida recebe US$ 32 mil, enquanto os atletas que vencerem as três partidas da fase classificatória e avançarem à chave principal recebem US$ 66 mil.


