O uso de testosterona sem acompanhamento médico pode levar à interrupção da produção natural de espermatozoides, afetando a fertilidade masculina. O corpo regula o hormônio como um termostato; níveis elevados sinalizam aos testículos para pararem a produção, o que pode causar danos irreversíveis.
A testosterona é um hormônio essencial para a produção de espermatozoides. Quando um homem toma o hormônio sem necessidade, o cérebro detecta níveis anormalmente altos no sangue e envia um sinal para que os testículos parem de produzi-lo naturalmente. Isso leva à inatividade testicular e à diminuição da quantidade de espermatozoides.
Homens que se automedicam podem elevar os níveis de testosterona a mais de quatro vezes o limite clínico inferior. As consequências incluem distúrbios de coagulação sanguínea, estresse cardiovascular e, em alguns casos, danos à fertilidade. O limite médico é de 300 nanogramas por decilitro de sangue, mas este valor exige confirmação por dois exames em momentos distintos do dia.
A Terapia de Reposição de Testosterona (TRT) é um procedimento legítimo para tratar deficiência diagnosticada. Contudo, muitos buscam o tratamento como potencializador de desempenho, recorrendo a fontes não regulamentadas. Pesquisas indicam que, dependendo da dose e do tempo de uso, a proporção de homens que não recuperam a produção própria fica entre um em cada dez e um em cada cinco.


