O uso de redes privadas virtuais (VPNs) aumentou no Omã após relatos generalizados de que o aplicativo TikTok foi restrito. Dados da Proton VPN indicam um pico de cadastros a partir de treze de agosto de dois mil e vinte e seis, enquanto o governo omãita não emitiu declaração oficial sobre as medidas.
O serviço gratuito da Proton VPN registrou um crescimento de seiscentos por cento acima da média registrada na sexta-feira, conforme dados da empresa. Esse aumento coincide com reclamações feitas por residentes do Omã em plataformas de mídia social, que relataram não conseguir acessar o aplicativo de vídeos curtos.
Embora o bloqueio não tenha sido confirmado pelas autoridades locais, milhares de usuários recorreram à VPN para contornar o que são suspeitas de serem firewalls nacionais. Os usuários direcionam o tráfego de internet para servidores localizados em outros países.
Um porta-voz da Proton VPN informou à imprensa que a demanda por ferramentas de privacidade permanece elevada, mesmo com relatos de alguns usuários terem recuperado o acesso à plataforma. A empresa, sediada na Suíça, oferece recursos anti-censura e uma rede que abrange cento e quarenta e cinco países.
O gerente geral da Proton VPN, David Peterson, condenou a restrição, afirmando que ela representa um ataque aos direitos dos cidadãos do Omã, visto que a plataforma é usada para discussões políticas e comércio eletrônico.


