Farmacêuticas Moderna e Merck anunciaram que uma vacina terapêutica experimental de mRNA resultou em maior sobrevida em pacientes com melanoma de alto risco. O estudo, de fase três, envolveu 1.137 pessoas que foram submetidas à cirurgia de remoção do câncer.
Os resultados indicam que o uso da vacina personalizada, chamada Intismeran, em combinação com o medicamento de imunoterapia Keytruda, reduziu a probabilidade de recorrência do câncer. Em comparação com aqueles que receberam apenas o Keytruda, os pacientes vacinados apresentaram menor risco de retorno da doença.
A tecnologia de mRNA permite que os cientistas criem imunizantes sob medida. Esse processo envolve o sequenciamento do tumor do paciente para selecionar os neoantígenos, que ensinam o sistema imunológico a atacar o tumor. O procedimento leva cerca de seis semanas para ser concluído.
Especialistas pedem cautela, pois os dados ainda não passaram por revisão por pares nem foram publicados em revista científica. Segundo o oncologista pediátrico Elias Sayour, da Universidade da Flórida, os achados podem iniciar uma nova fase de tratamentos terapêuticos para o câncer.
As empresas informaram que apresentarão os detalhes do estudo em um encontro médico internacional e aos órgãos reguladores em breve. Os pesquisadores ressaltam que o paradigma de tratamento pode ser aplicado a outros tipos de câncer, embora a comunidade científica exija evidências robustas para validar a superação dos tratamentos tradicionais.

