O vaginismo ocorre quando a musculatura do assoalho pélvico se contrai involuntariamente diante da tentativa de penetração. Essa resposta corporal gera um conflito entre o desejo e a reação física, afetando a intimidade do casal.
A condição não é uma escolha da mulher, mas uma reação do corpo. Esse mecanismo de defesa pode estar ligado a experiências dolorosas, ansiedade ou educação sexual repressora. Quando o quadro se repete, o ambiente íntimo pode se tornar um local de ansiedade e culpa.
Não se trata apenas de relaxar. O tratamento requer investigação, podendo envolver avaliação ginecológica, fisioterapia do assoalho pélvico e psicoterapia ou terapia sexual, conforme o caso.
A profissional Tatiane Scotta, psicóloga, sexóloga e palestrante, orienta que o caminho é de reconstrução da confiança com o próprio corpo, e não uma batalha a ser vencida.
O texto enfatiza que o maior gesto de amor pode ser a delicadeza de esperar, e não a insistência para ultrapassar barreiras físicas.


